O maior obstáculo para começar a controlar as finanças não é escolher o app. É o vazio inicial: uma tela em branco que só fica útil depois de semanas de digitação.
Dá para pular essa parte. O seu banco já tem tudo o que falta.
Por que arquivo e não conexão automática
O Monnif não se conecta ao seu banco e nunca pede a sua senha bancária. A conexão automática, do jeito que muitos apps fazem, depende de você entregar a credencial de acesso à sua conta para um terceiro. É conveniente, e é um risco que decidimos não pedir que você corra.
O caminho aqui é o arquivo: você baixa o extrato no site do próprio banco, logado como sempre, e envia para o Monnif. Leva um minuto a mais e não cria uma cópia da sua senha em lugar nenhum.
Passo a passo
1. Baixe o extrato. Procure por “extrato”, “exportar” ou “baixar” no app ou site do banco. Prefira OFX — é o formato padrão de extrato bancário e já vem com data, valor e descrição bem definidos. CSV também funciona, desde que tenha colunas de data e valor. Quase todo banco brasileiro oferece um dos dois.
Se puder escolher o período, pegue três meses. É o suficiente para o histórico ter padrão, e ainda pequeno o bastante para conferir sem cansar.
2. Envie e confira a prévia. Nada é gravado ainda. O Monnif mostra cada linha lida: o que entendeu de data, valor e descrição, e para qual categoria pretende mandar.
3. Ajuste. Corrija categorias e tire linhas que não deveriam entrar. É aqui que vale investir cinco minutos — cada correção vira aprendizado para as próximas importações.
4. Confirme. Só agora os lançamentos passam a existir.
O que acontece se algo der errado
Arquivo errado, mês errado, conta errada. O botão Desfazer reverte a importação inteira de uma vez. Não é linha por linha: é a leva toda, como se nunca tivesse acontecido.
Lançamento duplicado. Se você já tinha registrado o aluguel como previsto e ele aparece no extrato, o Monnif reconhece o par em vez de criar uma segunda linha. Duplicadas prováveis vêm sinalizadas na prévia para você decidir.
A parte que se paga depois
Cada vez que você categoriza um lançamento, o Monnif guarda a associação entre um trecho da descrição e a categoria escolhida. Repetiu algumas vezes, vira regra.
O formato é literal e visível — contém "aluguel" → Moradia — numa tela onde você pode
ver e apagar cada uma. Sem caixa-preta, sem “o algoritmo decidiu”.
O efeito aparece na segunda importação: a prévia chega quase toda categorizada, e o que levou cinco minutos passa a levar trinta segundos. Num arquivo com dezenas de linhas, é a diferença entre manter o hábito e abandonar.
Depois de importar
Com três meses dentro, os relatórios passam a ter base — média por categoria, evolução mês a mês —, e a tela de assinaturas começa a detectar as cobranças que se repetem. Nenhuma das duas diz nada útil numa conta vazia.
Detalhes de cada passo estão em Importar extrato e Categorização automática.